A primeira coisa a fazer depois de adquirir um cãozinho é levá-lo ao veterinário. Além de avaliar a saúde de seu animal, ele vai receitar as primeiras vacinas que o filhote deve tomar. A octopla - que, como o próprio nome diz, previne oito doenças - deve ser a primeira, com 45 a 60 dias de vida. Outras duas doses da mesma vacina devem ser dadas no intervalo de 30 dias cada. A manutenção da imunidade é feita com doses únicas aplicadas anualmente.
Quando seu cão atingir a idade de 4 a 6 meses (no máximo), ele deve tomar a vacina contra a raiva que também deve ser repetida todos os anos. Vale à pena lembrar que a raiva é uma doença quase sempre mortal aos cães.

Leia sobre a raiva e outras doenças:

Zoonoses: São doenças comuns ao homem e ao cão e, em alguns casos, a outros mamíferos. A transmissão pode ocorrer entre espécies.

Raiva (hidrofobia).
Doença infecciosa causada por um vírus quase sempre mortal aos cães. É transmitida pela saliva ou pela mordedura do animal portador do vírus. O morcego hematófago é o principal transmissor da doença na natureza.
Como evitar: além de evitar que seu cão tenha contato com animais com suspeita de contágio, a vacina é a única maneira de controlar a doença.
Sintomas: agressividade, mudança nos hábitos e comportamento, salivação (o animal baba muito) e paralisia. É importante saber que nem todo animal que baba está infectado. No caso da doença, há uma paralisia dos músculos faciais que impede que o animal engula sua saliva. Existem raças de cães que babam quando estão com calor ou fome e a baba também pode ser sinal de intoxicação com venenos e plantas.
O que fazer no caso de contagio: se uma pessoa for mordida por um cão, o animal deve ficar em observação durante 10 dias. Caso apresente algum sintoma da doença, ou for impossível observá-lo durante esse período, a vítima da mordida deve imediatamente se dirigir a um posto médico ou hospital para receber o soro anti-rábico. Se um cão não vacinado for mordido, ele possivelmente contrairá e padecerá da enfermidade em 10 dias.

Brucelose.
Enfermidade infecto-contagiosa crônica que ocasiona abortos em cães e outros mamíferos, sendo mais comum nos animais jovens. A brucelose é uma zoonose, podendo ser transmitida para o homem.
Como evitar: não alimentar cães com leite e derivados sem pasteurizar ou ferver, nem com carne ou vísceras cruas ou mal passadas.
Sintomas:. não há sintomas gerais como febre e outros, porque a doença tem tendência ao curso crônico e à endemicidade. Em alguns casos observa-se letargia, pelo ralo e sem brilho e rigidez dos membros posteriores.
O que fazer no caso de contágio: levar o animal ao veterinário para prescrição de tratamento. A castração dos animais doentes pode ser uma alternativa.

Leptospirose.
Doença transmitida pelo contato físico com a urina de roedores que atinge os homens e os animais. A bactéria pode infectar o cão que tiver feridas na pele ou que ficar exposto durante muito tempo à água contaminada. A doença também pode ser transmitida sexualmente.
Como evitar: impedir que o animal entre em contato com água parada ou proveniente de esgoto e manter em dia a vacinação do cão (de seis em seis meses).
Sintomas: cor amarelada nas mucosas e na pele, febre, apatia, perda de apetite, vômitos, dor renal e dor muscular.
O que fazer no caso de contágio: levar o cão ao veterinário, que deve prescrever antibióticos e soros adequados para tratar o quadro renal e hepático. Saiba mais sobre a Leptospirose clicando aqui.

Toxoplasmose.
Doença transmitida por um protozoário (Toxoplasma gondii) que pode ser encontrado nas fezes do gato e outros felinos. O gato é o hospedeiro definitivo e o homem e outros animais - inclusive o cão - são hospedeiros intermediários. A doença afeta o Homem e é especialmente perigosa para mulheres grávidas e portadores de HIV com baixa imunidade. É importante salientar que o cão não transmite a toxoplasmose ao homem, somente o gato.
Como evitar: evitar contato com areia ou terra que podem conter fezes - isso inclui tanque de areia de playgrounds e de construções. Não ingerir carnes cruas ou mal cozidas, o que permite a sobrevida do parasita.
Sintomas: o cão pode apresentar febre, vômitos, inapetência, diarréia intensa, perda de peso e conjuntivite. Os sintomas são muito semelhantes aos da Cinomose, portanto, antes de medicar seu cão, consulte um veterinário.
O que fazer no caso de contagio: existe tratamento para a toxoplasmose através de antibióticos e quimioterápicos, conforme orientação médica.

Leishmaniose.
Causada por um protozoário (Leishmania), a Leishmaniose pode ser transmitida do cão para o homem e vice-versa. O animal contrai a doença através da picada do mosquito vetor, que é encontrado no litoral.
Sintomas: inchaço de órgãos como baço e fígado, crescimento exagerado das unhas e surgimento de feridas e lesões pelo corpo.
Como evitar: o único modo de evitar a leishmaniose é impedir a picada do mosquito contaminado. Como o inseto tem vida noturna, o ideal é que o cão pernoite em local fechado - como um canil ou dentro da casa - onde haja tela nas janelas.
O que fazer no caso de contágio: Quando diagnosticado a tempo, a enfermidade tem tratamento viável para humanos. Para cães, no entanto, o tratamento é ainda controverso, pois há uma tese de que, mesmo curados, os cães armazenam reservatórios da doença. Para certificar-se da enfermidade, o cão deve ser submetido a um exame de sangue e biópsia das feridas.

Outras doenças que não são transmitidas ao homem.

Cinomose.
É uma doença causada por um vírus altamente contagioso que afeta, principalmente, filhotes de 6 a 12 semanas que não estejam vacinados. A transmissão é feita através das secreções corporais - como a coriza e a saliva. Cadelas contaminadas podem transmitir para seus filhotes.
Como evitar: o animal contaminado deve ser isolado para não contaminar outros cães. Evitar que seu cão fique em canis ou hotelzinhos para animais em que todos fiquem juntos.
Sintomas: depressão, apatia, perda do apetite, mal-estar e febre. Bolhas com pus podem aparecer na parte almofadada da pata do cão. A Cinomose é conhecida por apresentar três fases distintas: fase respiratória (em que o animal tem dificuldades para respirar e quadro de rinite e bronquite), fase digestiva (o cão tem diarréia e vômito) e fase nervosa (o cão apresenta convulsões, falta de coordenação motora e alterações no comportamento).
O que fazer no caso de contágio: logo que notar a presença dos sintomas, o dono do cão deve levá-lo ao veterinário. A urgência é maior no caso da cinomose porque o prognóstico não é muito favorável, sendo que o sacrifício é recomendado em grande parte dos casos.

Parvovirose.
É uma virose muito contagiosa que se dá através do contato com as fezes de animais infectados ou nos locais freqüentados por esse cães (o vírus é altamente resistente). A enfermidade atinge principalmente filhotes com até 6 meses de idade.
Como evitar: a taxa de mortalidade é alta entre filhotes e entre cães das raças citadas anteriormente. A vacinação dos filhotes e das fêmeas gestantes, bem como a manutenção do calendário de vacinas anuais, é a garantia de evitar que a Parvovirose chegue ao seu animal.
Sintomas: falta de apetite, apatia, febre, desidratação, prostração e diarréia com presença de sangue. O animal pode vir a falecer em poucos dias.
O que fazer no caso de contágio: levar o animal ao veterinário para tratamento à base de soroterapia para corrigir o desequilíbrio do animal além de tratar os sintomas das infecções bacterianas secundárias.

Parasitas.

Assim que adquirir um cão, leve-o ao veterinário que vai prescrever o vermífugo certo para seu animal. Se necessário, faça um controle por meio de exames de fezes depois de alguns dias. O animal deve tomar doses de vermífugo periodicamente.
No caso de contágio de qualquer verminose, o tratamento é feito através de vermífugos que existem no mercado e que são determinados pelo veterinário que irá escolher o melhor para cada caso. As seqüelas advindas da verminose também devem ser tratadas pelo veterinário. A vermifugação não deve ser feita somente quando o animal estiver infectado.

Dipilidium.
Vermes esbranquiçados chatos que se movem lentamente nas fezes ou no períneo (região ao redor do ânus) do cão ou gato. Tem o tamanho médio de um grão de arroz. O contágio dos animais é feito através da ingestão de pulgas e o homem também pode ser contagiado.
Sintomas: Debilidade, mal estar, irritabilidade, apetite inconstante, pêlos ásperos, cólicas, diarréia suave e ataques epilépticos.

Ancilóstoma SP (Ancylostoma caninum).
Verme que pode ser adquirido pela ingestão de água ou alimentos contaminados e também pela penetração das larvas na pele. Os filhotes em período de amamentação podem contrair o parasita através do leite da cadela, se ela estiver infectada.
Os vermes adultos alimentam-se da mucosa intestinal, causando hemorragias no local. Essa "raspagem" resulta em numerosas hemorragias da mucosa do intestino. Os animais perdem sangue continuamente.
Sintomas: os ovos de ancilostoma podem ser encontrados nas fezes do hospedeiro cerca de 15 a 18 dias após a infestação oral inicial. Além disso, o animal apresenta emagrecimento, anemia grave, fraqueza, fezes escuras e fluidas.

Lombriga (Toxocara Canis).
Esse verme é um hospedeiro habitual do intestino delgado do cão. O contágio é feito pela ingestão dos ovos do parasita. Depois de formada, a larva se libera no intestino e cai na corrente sangüínea. Em sua migração chega aos brônquios, passa pela traquéia, é expulsa e deglutida de novo, indo novamente para o intestino onde atinge sua maturidade. Em cadelas prenhes, as larvas são mobilizadas, migram para o feto em desenvolvimento e, eventualmente, alcançam o intestino dentro de uma semana após o nascimento.
Sintomas: pêlos eriçados, emagrecimento e falha no crescimento dos filhotes, que muitas vezes ficam "barrigudos". Os vermes freqüentemente saem nas fezes - que ficam pastosas e podem apresentar muco - ou no vômito. Animal pode apresentar sintomas nervosos, como convulsões, acessos de fúria e movimentos circulares contínuos.

Dirofilariose (verme do coração).
Enfermidade causada por um parasita que se desenvolve dentro do coração do cão. O verme chega a atingir 35 centímetros é transmitido pela picada de um mosquito infectado.
Sintomas: por habitar o coração e grandes vasos sanguíneos, a dirofilária causa obstrução à passagem do sangue. Para compensar o problema, o coração terá que trabalhar mais e com mais força. Com o decorrer do tempo, haverá enfraquecimento do músculo cardíaco que irá dilatar-se. Em consequência disso, o cão apresenta sinais de doença cardíaca como perda de peso, cansaço, tosse, dificuldade de respirar, falta de ânimo e abdômen grande. O cão pode conviver com o verme durante anos sem apresentar qualquer sinal. Porém, quando esses sintomas aparecem, a doença já está avançada.

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